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Blog Derme

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A cicatrização

Cicatriz atrófica antes
Cicatriz Atrófica - Antes
Cicatriz atrófica depois
Cicatriz Atrófica - Depois
 

Qualquer intervenção estética ou outra que interfira com as camadas da pele (epiderme, derme ou hipoderme), à semelhança aliás de qualquer outro tecido vivo, desencadeia por parte daquela estrutura uma resposta inflamatória reparadora, por libertação de uma série de mediadores químicos, que conduz à sua reparação ou tentativa de tal.

Este é designado o processo de cicatrização e no qual inúmeros factores intrínsecos (da própria pessoa) e extrínsecos (terapêuticos) estão envolvidos.

É sobejamente conhecida a importância da capacidade individual para produzir uma “boa” cicatrização e que é, provavelmente, o factor mais importante da qualidade da mesma, embora seja um factor de modulação impossível por acção externa.

Tentaremos ver assim quais os factores externos capazes de induzir lesões, após intervenções estéticas, e qual a sua melhor prevenção ou correcção.

A capacidade auto-regenerativa dos tecidos cutâneos, quando estimulados ou “agredidos”, está na base da maioria das técnicas utilizadas em dermocosmetologia. Esta dita agressão tem que ser controlada e dirigida a alvos mais ou menos específicos, na tentativa de obtermos os resultados desejados e minimizarmos eventuais efeitos indesejáveis. Fazem parte destas técnicas os vários tipos de laser, os peeling’s, a radiofrequência, a carboxiterapia, os materiais de preenchimento, as dermabrasões, etc.

Por outro lado, existem todas as técnicas cirúrgicas estéticas e reconstrutivas, que implicam uma mais directa agressão aos tecidos e que são igualmente alvo de um fenómeno de cicatrização cutânea (dita por primeira intenção).

O primeiro passo para uma cicatrização cosmeticamente aceitável é tentar diminuir o processo inflamatório que a acompanha. Isto pode ser conseguido, nos casos cirúrgicos, através de uma boa técnica operatória que envolva poucos danos aos tecidos circundantes (como electrocoagulação excessiva), com o uso de materiais de sutura pouco irritantes (habitualmente os monofilamentos de substâncias o mais inerte possível, cf. nylon), cuidados de assepsia estritos durante a primeira fase de cicatrização e evitar estiramentos perpendiculares à direcção da ferida cirúrgica (descarregar a ferida com “steri-strips” por ex.).

Se houver a noção de que o paciente tem tendência para o desenvolvimento de cicatrizes hipertróficas (exageradamente elevadas) ou quelóides deve sempre ser ponderada qualquer tipo de intervenção, particularmente em determinadas localizações anatómicas como seja a face anterior do tórax, e estar atento à evolução da mesma recorrendo se necessário à aplicação de anti-inflamatórios locais (corticóides tópicos ou mesmo injectáveis), aplicar uma lâmina de silicone por períodos prolongados, a pressão local sobre as cicatrizes em evolução assim como usar toda uma série de substâncias que interferem no processo cicatricial como o óleo de rosa mosqueta ou os derivados do mel, entre outros.

Nas técnicas não cirúrgicas é muito importante conhecer a fisiologia da pele, o fototipo do paciente (capacidade pigmentar da pele) e a tecnologia usada, no sentido de evitar alterações pigmentares (hiper- ou hipopigmentação) que na maioria dos casos são passageiras mas que podem carecer do uso de tópicos despigmentantes ou de técnicas de estimulação pigmentar no caso inverso.

Uma vez as cicatrizes instituídas e “estabilizadas” pode tornar-se necessário recorrer a técnicas alisamento (cf. Laser de CO2 fraccionado) ou de camuflagem das mesmas quer com maquilhagem removível ou mesmo com a micropigmentação por tatuagem médica.

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