Remoção de manchas no rosto – Melasma

Melasma é uma palavra estranha que transmite alguma confusão ao paciente, que muitas vezes a associa a melanoma, ou cancro da pele.

Mas na verdade não são parentes, apenas têm em comum manifestarem-se na pele e envolverem factores pigmentares.

shutterstock 119174911 296x300 Remoção de manchas no rosto – MelasmaO Melasma é uma patologia com consequências meramente estéticas e que é passível de tratamento ou de ser amenizado através do tratamento com cremes despigmentantes, retinoides, esteroides fracos, ácidos ou laser, dependendo do seu tipo e profundidade na pele.

Digo amenizado, pois devemos considerar o Melasma como uma patologia crónica e por isso, alvo de tratamentos dermatológicos e prevenção recorrente e continuada no tempo.

Assim, o paciente deve recorrer ao seu médico dermatologista especialmente antes e após a época balnear, já que o Sol implica cuidados específicos de prevenção a quem sofre de Melasma.

Esta patologia não oferece quaisquer sintomas ou dor, expressa-se apenas através de inestéticas manchas de cor acastanhada na pele.

De forma geral, estas manchas aparecem no rosto, com muito maior frequência nas mulheres comparativamente com os homens (raramente são afectados pelo melasma).

Mais do que saber tratar, aconselho todos os meus pacientes, sobretudo os mais jovens a saber prevenir. A prevenção é muito mais económica e menos intrusiva do que qualquer tratamento!

Considerando que há diversos tipos de melasma, uns mais difíceis de tratar que outros, i.e., quanto mais profunda for a pigmentação do melasma mais moroso e menos bem sucedido é o seu tratamento.

O melasma epidérmico é o pigmento mais superficial ao passo que o melasma misto caracteriza-se por um pigmento superficial e profundo.

Assim caro leitor, eis 4 factores de risco que deve conhecer de trás para a frente:

  • Os factores hormonais femininos a nível dos estrogénios e progesterona, combinadas com continua exposição solar são as principais responsáveis pelo aparecimento das manchas na pele, e por isso é que frequentemente as mulheres grávidas apresentam manchas no rosto (neste caso especifico as manchas denominam-se de cloasma gravídico) ou enquanto usam algum anti conceptivo hormonal.
  • O Sol, através da radiação ultravioleta e em menor intensidade o infravermelho, tem fortes implicações no agravamento das manchas.
  • A fotossensibilidade a determinados medicamentos ou cosméticos
  • Os problemas de tiróide

Por conseguinte, aconselho os meus pacientes e leitores em geral a prevenirem-se, evitando desde já exposição ao sol nas horas de maior insolação, e usar diariamente protector solar com factor 50+.

Não o faça apenas quando vai à praia. As texturas dos factores de protecção elevados está cada vez mais aceitável do ponto de vista cosmético e alguns até têm um pouco de pigmento que funciona como base para uniformizar o tom da pele.

Se no seu caso já não vai a tempo de prevenir mas quer tratar o seu rosto, então saiba que o tratamento pode ser executado de várias formas, consoante o tipo de melasma presente na sua pele, avaliado pelo dermatologista:

  • cremes à base de tretinoina e hidroquinona (com eventual corticoide fraco)
  • peeling químico
  • suplementos de anti-oxidantes com extratos de polipodium leucotomus.
  • laser de Q Switch Nd Yag em casos muito específicos

O peeling químico proporciona frequentemente uma regressão completa da hiperpigmentação, em melasma epidérmico. São necessários, em média 3 a 4 aplicações com intervalos de 4 a 5 semanas.

Em melasma misto, o peeling é menos eficaz, proporcionando no entanto uma significante redução da hiperpigmentação.

Uma das principais vantagens deste tratamento é a inexistência de inflamações pós-tratamento.

Para saber mais sobre correcção de manchas na pele visite o site Derme.pt

Publicado em Melasma a por .

Sobre Dr. Miguel Trincheiras

Licenciado em Médecine, Chirurgie et Accouchements pela Universidade de Liège- Bélgica. Especialista em Dermatologia e Venereologia pelos Hospitais Civis de Lisboa (H. Desterro) com o título de Assistente Graduado, tendo sido director do Serviço de Dermatologia do Hospital Reynaldo dos Santos até 2006. Membro de várias sociedades nacionais e internacionais de Dermatologia e Dermocosmetologia. Assistente e participante regular em diversas reuniões e congressos nacionais e internacionais de Dermatologia. Júri de vários concursos de produtos de dermocosmetologia (Saber Viver, Happy).