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Herpes labial

O herpes labial é uma infecção causada pelo vírus herpes simplex que resulta em lesões ulceradas e dolorosas em zonas como os lábios, gengivas, língua, céu da boca e no interior das bochechas.

Existem dois tipos de vírus: o HSV1 é responsável por cerca de 80% dos casos de lesões da face e lábios, enquanto que o HSV2 está maioritariamente relacionado com o herpes genital. Porém, ambos os vírus podem afectar as regiões características do outro ou mesmo outras zonas do corpo como as nádegas, os pés e as mãos.

O herpes labial é mais comum nas faixas etárias mais jovens, entre os 15 e os 40 anos, mas ninguém está a salvo de ser afectado por este vírus.

Transmissão e formas de prevenção

A transmissão do HSV dá-se de forma directa, através do contacto com a pele infectada ou através do contacto com superfícies onde o vírus esteja depositado, como por exemplo em copos, talheres, sanita.

Prevenir o herpes labial é muito difícil, mas existem alguns gestos que podem ajudar, nomeadamente, evitar o contacto directo com saliva, pele ou mucosas que têm feridas e com superfícies/zonas onde suspeite que o vírus possa ter sido depositado (ex. sanitas, talheres, copos).

Factores atmosféricos como o vento, o frio e o sol também poderão ajudar a desencadear novos surtos, pela diminuição local da imunidade que geram devendo, quem está sujeito a episódios recorrentes, proteger-se particularmente destes elementos. Reforce os cuidados de higiene, mantendo as suas mãos sempre limpas.

Sintomas

Quando se contrai o vírus, os sintomas podem demorar alguns dias a aparecer. É aquilo a que se chama o período de incubação.

Para além da dor, o herpes labial “anuncia-se” através de um formigueiro ou prurido (comichão) local, mesmo antes das lesões surgirem. Estes sintomas podem ainda ser acompanhados de febre, cansaço e dores musculares. De seguida, formam-se vesículas em redor da boca que rompem e formas pequenas ulcerações (tipo afta nas mucosas e com crosta na pele) e acabam por cicatrizar ao fim de alguns dias (cerca de 5-7 dias nos episódios de recidiva, mas até 15 dias numa primeira infecção). É frequente desenvolverem-se gânglios inflamatórios na zona de drenagem linfática desta área.

Após a infecção, a secura labial e a descamação são efeitos que podem ser compensados e minimizados com bons cremes hidratantes.

Recorrência

O organismo nunca elimina definitivamente os herpes virus, ficando em estado de latência, como que adormecido, nas raízes dorsais dos nervos periféricos.

Sempre que o sistema imunitário sofre uma quebra (devido a factores como doença febril, situações de stress, exposição solar ou ciclo menstrual, no caso da mulher), o vírus pode reactivar-se, ou seja, volta a replicar-se, deslocando-se pelas células nervosas até à pele e dando origem a um novo surto herpético.

Há pessoas que tem uma infecção que depois não se volta a manifestar e há ainda casos cuja primeira infecção passa despercebida.

Tratamento

Tal como noutra situação, o tratamento deve ser ajustado a cada caso. Quando as crises ocorrem com muita frequência (está concretamente definido que assim é quando a sua frequência é superior a seis crises por ano, isto é, quando ocorre uma crise de dois em dois meses ou mais), deverá ser feita uma terapêutica supressiva que consiste na toma de um antiviral (aciclovir ou valaciclovir) de forma continuada com o objectivo de inibir o vírus.

No caso dos surtos herpéticos que ocorrerem com menor frequência, deverá ser feita a mesma terapêutica que deve ser iniciada precocemente, de forma a “abortar” os surtos mais rapidamente.

A nível local (zona da lesão) só devem ser aplicadas soluções inertes como sulfato de zinco ou éter.

É um erro frequente recorrer quer a cremes de farmácia quer a soluções caseiras. As pessoas estão mal informadas e muitas tomam medidas como aplicar vinagre ou outras substâncias directamente nas lesões, o que não é uma boa opção podendo mesmo piorar o quadro.

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