Laser de CO2 fraccionado

Ao longo dos anos, sobretudo pela influência directa da acção do sol, a pele vai perdendo as suas qualidades intrínsecas. Torna-se menos elástica e menos resistente, aumenta a flacidez, existe algum grau de atrofia cutânea, a presença de rugas e torna-se irregular quer na pigmentação (lentigos, melasma, …) quer na presença de pequenos elementos névicos (sinais) ou vasculares (derrames, angiomas-rubi, ...). Este processo designa-se por fotoenvelhecimento cutâneo. Uma das técnicas mais eficazes para reverter todos estes fenómenos é laser CO2 fraccionado, neste momento com cerca de 7 anos no mercado e que é uma técnica com uma vocação essencialmente estética. Tem um terreno alargado de aplicações nesta vertente, desde o tratamento de rugas, correcção de cicatrizes (acne, varicela, outras), tratamento de estrias, vaporização de algumas lesões cutâneas planas (queratoses seborreicas) e a melhoria global da textura, firmeza e elasticidade cutâneas com regularização da sua pigmentação.

Laser CO2 FraccionadoO laser CO2 tem como alvo a água dos tecidos e permite corrigir as lesões da pele em geral. A pele envelhecida deixa de produzir as várias moléculas capazes de reter a água (como por exemplo o ácido hialurónico, que é capaz de reter até cerca de 1000 vezes o seu peso em moléculas de água) e de fabricar colagénio e fibras elásticas que são o esqueleto responsável pela estrutura da pele. Para estimular os fibroblastos (células da derme) a produzir novamente estas substâncias é necessário “agredir” a pele desencadeando um fenómeno inflamatório e regenerativo. O laser CO2 fraccionado induz a libertação de vários mediadores da inflamação que estimulam os fibroblastos a sair da paralisia metabólica em que se encontram, por acção da radiação ultravioleta, e assim a rejuvenescer a pele.

Inicialmente, o laser CO2 era usado de forma homogénea no tecido cutâneo. Um feixe de luz varria a pele superficialmente, apanhando todos os pontos de uma zona, até à derme papilar, aquecendo assim também toda a derme mais profunda, produzindo a retracção do colagénio existente e a estimulação de produção de novo colagénio. Esta técnica, conhecida por resurfacing, implicava uma recuperação bastante demorada e uma vermelhidão cutânea duradoura (meses).

Como solução, para aquecer a derme sem ter de destruir o tecido epidérmico, encontrou-se um sistema onde o feixe do laser, em vez de varrer a totalidade da pele, faz colunas de coagulação verticais. Os pontos podem ser mais espaçados ou aproximados, e o tempo de permanência do laser em cada um é controlado electronicamente. A coluna de coagulação, em forma de pêra, mergulha um pouco além da derme papilar (+- 2 a 3 mm) e aquece a derme à sua volta. O tempo de recuperação dos tecidos é, por isso, bastante inferior à antiga técnica (de 2 a 7 dias conforme os parâmetros usados) e a vermelhidão residual de rápida resolução.

Para além do curto tempo de recuperação, a possibilidade de aproximação dos pontos de coagulação fazem com que a técnica do laser CO2 fraccionado seja quase semelhante a um resurfacing.

O tratamento, não danifica os tecidos envolventes, é praticamente indolor e apenas requer uma anestesia tópica na zona a tratar. Com o laser CO2 convencional não podíamos tratar o pescoço por ser uma zona com poucos anexos cutâneos e de difícil cicatrização. Agora, com o laser CO2 fraccionado, já podemos trabalhar o pescoço, apenas com tempos de permanência do feixe mais baixos em cada ponto. Esta tecnologia ajuda também a resolver o código de barras do lábio superior e as pregas radiárias ou manchas no decote mais acentuadas.

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