Arquivo da Categoria: Dermatologia e Dermocosmético

Saiba tudo sobre Dermatologia e Dermocosmético em www.derme.pt

Os mitos e a prevenção eficaz do herpes labial

O herpes labial é das mais comuns infecções virais em todo o mundo, afectando uma percentagem elevada dos membros de uma população. Trata-se de uma infecção causada pelo vírus herpes simples (HSV-1 ou HSV-2), que nos acompanhará durante bastantes anos ou durante a vida toda. Esta infecção é ao mesmo tempo fácil de combater e fácil de propagar, graças a propriedades particulares que favorecem a sua transmissão.

E você? Sabe distinguir entre os mitos e as verdades sobre o herpes labial?

As ideias erradas sobre o herpes labial

Herpes labialCerca de 30-40% da população mundial teve em algum momento um episódio sintomático de herpes labial, mas a prevalência deste vírus pode abranger até mais de 90% da população humana (quase toda a população tem contacto com este virus num momento ou outro da sua vida). Este perigo existe tanto para o herpes labial, quanto para o genital: um conjunto elevado de indivíduos podem ser apenas portadores assintomáticos, mas continuam a representar um perigo para os outros. Porque a ausência de sintomas nem sempre significa ausência de contagiosidade e nunca é demais recomendar que se tomem todas as precauções possíveis no decorrer de relações sexuais, por forma a evitar o contágio.

Infelizmente, apesar de se achar que a transmissão do vírus só se dá durante um episódio activo, isto não é verdade. Como perante a presença de sintomas tendemos a evitar o contacto com a infecção, é precisamente durante os períodos sem sintomas que mais vezes se dá o contágio, pois o vírus activo pode ser excretado através de micro lesões na pele.

Durante um episódio de herpes labial, os sintomas podem ser incomodativos, e alguns indivíduos podem pensar que tratar o local da infecção com substâncias cáusticas como o álcool ou a tintura de iodo alivia os sintomas e ajuda a curar o episódio, mas nada está mais errado. As substâncias cáusticas não surtem qualquer efeito sobre o vírus e poderão efectivamente irritar mais ainda os locais de aplicação, vulnerabilizando a pele e facilitando a propagação do vírus. Só anti-víricos poderão surtir um efeito útil sobre os vírus.

E se achar que o herpes labial não é perigoso, está enganado. O herpes genital, durante um parto pode ser fatal para o recém-nascido, causando-lhe uma encefalite herpética. É, por isso, uma exigência o parto por cesariana nestas condições. O vírus do herpes pode ainda afectar segmentos correspondentes a nervos periféricos  da zona ocular ou do ouvido, causando sintomas pesados e muito incómodos a este nível.

Como prevenir o herpes labial

Uma vez infectados, o herpes labial irá acompanhar-nos ao longo de uma boa parte da vida, com ou sem sintomas. O modo rápido como um episódio surge é uma das causas para a sua transmissão ser tão fácil, pois mesmo antes de notarmos algum sintoma, já podemos ter carga viral activa a expressar-se na superfície da nossa pele e a possibilitar o contágio.

Após um episódio, o vírus migra ao longo dos nervos para ficar dormente nos respectivos gânglios onde estímulos externos podem voltar a acordá-lo. Tais factores desencadeantes incluem a menstruação, episódios de febre, traumatismos locais, estados de ansiedade ou exposição solar excessiva.

Embora não haja verdadeiramente um modo de totalmente evitar o herpes labial, deixamos aqui os nossos conselhos para a sua prevenção:

  • A exposição solar é a causa mais fácil de controlar. Se tem episódios recorrentes de herpes labial, utilize um protector solar nos lábios. Ensaios clínicos mostraram que esta medida corta para menos em metade a probabilidade de desenvolver um episódio de herpes após exposição solar.
  • Recorra a alimentos que contenham lisina, como batatas, ovos e peixe. A lisina tem sido apontada como um factor preventor de episódios de herpes labial. No entanto, deve monitorizar os seus níveis de colesterol, pois a lisina tende a aumentar os mesmos.
  • Mantenha o seu sistema imunológico forte, através de uma alimentação saudável, pois sabemos que quando este está comprometido (por exemplo durante uma constipação), é que o vírus tem mais possibilidades de se reactivar.
  • Evite entrar em stress. Mesmo que as provas científicas sejam omissas, o stress parece anteceder um episódio de herpes. Se este for o seu caso, procure formas de se ocupar para evitar o stress, seja isso ginástica, meditação, ou outra actividade.
  • No caso de sofrer de episódios de herpes de repetição deverá ter à mão, sempre, anti-virais de toma oral (aciclovir ou valaciclovir), para iniciar a terapêutica o mais brevemente possível quando iniciar sintomas de um episódio agudo de herpes.
  • Localmente devem ser aplicadas apenas elementos que “sequem” as lesões, o mais inertes possível (sulfato de zinco, éter, …) para evitar sensibilizações e eczemas secundários.

Mas acima de tudo, fale com um médico dermatologista em Lisboa ou na sua cidade. Só um médico pode aconselhá-lo e prescrever uma terapia de manutenção e supressão com medicação, caso tenha episódios recorrentes de herpes labial.

Nota: Este artigo foi originalmente publicado a 21 de Agosto de 2014. O seu conteúdo foi actualizado.

Tratamentos de Peeling têm Melhores Resultados no Frio

É durante o Verão que desejamos estar em topo de forma e com o melhor aspecto possível, mas o rejuvenescimento facial através de peeling é mais eficaz durante os meses frios de Inverno.

 

Um peeling no Inverno é mais eficaz

A razão para isto encontra-se no facto de que durante o Verão a exposição solar mais extensa é agressiva para a nossa pele. Desidratação, queimaduras solares e aparecimento de manchas são apenas algumas das consequências de uma relação demasiado próxima com a luz solar durante o Verão.

Pelo contrário, durante o Inverno os raios UV são menos intensos e a exposição solar menor. Em consequência, os resultados positivos de um peeling acabarão por durar mais tempo, mantendo o seu rosto tonificado e a pele uniforme. Ao mesmo tempo, como os raios UV têm efeitos danosos para a saúde da pele, a sua menor agressividade durante o Inverno significará uma recuperação mais rápida.

O Inverno é também a altura do ano em que os sofredores de rosácea podem esperar agravamento na sua condição e por razões bem antagónicas: por um lado temos o frio gélido no exterior, secando e agredindo a pele, enquanto no outro extremo temos o calor por vezes excessivo do aquecimento doméstico. 

Finalmente, o mesmo frio que poderá agravar a rosácea poderá agravar os surtos de acne em peles propensas. A pele com tendência oleosa tenderá a secar com a exposição ao vento e em consequência produzirá ainda mais gordura, exacerbando o acne.

Menos tempo de recuperação, maior duração dos efeitos positivos, e acrescida facilidade na manutenção de acne e rosácea são razões mais do que suficientes para procurar um peeling suave durante o tempo invernal.

 

Qual o peeling mais indicado

Se decidiu optar por um peeling durante o tempo de Inverno, é ainda necessário estabelecer qual o mais adequado. 841146023a rugas

Tradicionalmente, estes procedimentos estéticos podem ser divididos em peelings superficiais, médios ou profundos. Um peeling superficial é obviamente menos agressivo e portanto deve ser repetido mais frequentemente, mas durante o Inverno, com a pele em condições adequadas de saúde, pode ser a melhor opção para manutenção, inclusivamente da rosácea.

Determinar qual o procedimento necessário é no entanto hoje uma ciência exacta que beneficia de alguns avanços técnicos interessantes no campo da fotografia ultravioleta. Este tipo de fotografia que recorre ao espectro ultravioleta penetra mais profundamente na pele e por isso ajuda-nos a determinar a profundidade dos danos infligidos pelas agressões diárias, consequentemente auxilia-nos na decisão por um peeling mais ou menos profundo.

Dependendo de se sofre de rosácea ou não, mais do que a profundidade do peeling, importa o seu princípio activo, pois um peeling agressivo danificará a pele e agravará a condição. Nestes casos, o ácido glicólico parece ser a melhor esperança para a esfoliação da pele, tendo vindo a mostrar resultados interessantes na melhoria ou manutenção da rosácea, graças a uma acção superficial que não deixa de ajudar a suavizar as irregularidades características da rosácea.

De resto, aplicam-se os mesmos princípios de segurança, quer o peeling seja feito de Inverno ou no Verão. Mesmo de Inverno será necessário proteger convenientemente a pele, sob pena de se perderem os benefícios do procedimento. A manutenção da higiene da pele deve igualmente levar em consideração que a epiderme se encontra vulnerabilizada, requerendo atenção especial e a utilização de cosméticos suaves que não agravem as inflamações resultantes da rosácea. A maquilhagem está por isso considerada como fora de limites, pois a pele fragilizada pode reagir mal ao contacto com algumas das substâncias utilizadas nos cosméticos.

Quer procure um peeling Invernal para prolongar os seus efeitos ou combater os expectáveis surtos de rosácea, deve contactar um dermatologista para obter uma clarificação quanto às opções que poderão ser-lhe disponibilizadas.

Uma coisa é certa: o Inverno é a melhor altura do ano para considerar o recurso a um peeling.

 

Período Pós-Parto Pode Provocar hiperidrose nas Mães

A hiperidrose caracteriza-se por suor excessivo sem um estímulo ambiental que o justifique. Trata-se de uma perturbação que afecta maioritariamente indivíduos adultos e cujas causas são ainda amplamente desconhecidas, mas a sudorese excessiva pode dar-se no período pós-parto. Continue a ler e saiba porquê.

Causas da hiperidrose pós-parto

hiperidroseAs condições específicas da gravidez significam que este período da vida de uma mulher acarreta riscos acrescidos do desenvolvimento de varizes ou estrias, dois problemas bem conhecidos pelas mulheres que já tiveram filhos. Menos discutido é o problema do suor excessivo que afectará as mulheres no período pós-parto, e efectivamente durante diversos meses após darem à luz.

Ao contrário da hiperidrose típica, cujas causas profundas não são verdadeiramente compreendidas, apenas os seus meios de expressão, a hiperidrose pós-parto tem causas aparentemente mais fáceis de compreender. Ao longo da gravidez, a mulher acumula líquidos e nutrientes com o objectivo de manter o seu filho bem nutrido.

Agora que o bebé já não se encontra no seu corpo, este inicia um processo de eliminação dos fluídos agora desnecessários, servindo-se para isso da urina e do suor. Ao fim de 2 a 4 semanas, os sintomas deverão normalmente começar a desaparecer, mas não é de todo anormal que se prolonguem por vários meses. Para o diagnóstico diferencial é no entanto necessário verificarmos se temos febre, pois nesse caso poderemos estar perante uma infecção. Paralelamente, caso a hiperidrose pós-parto se prolongue durante vários meses, poderá relacionar-se com problemas tiroidais e a consulta médica é aconselhada. 

Combater a hiperidrose pós-parto é um processo que requer paciência, já que porque corresponde a um processo natural, deve ser mais auxiliado que combatido. Então é importante manter uma hidratação correcta, bebendo água. Se parece contraproducente beber água quando o corpo está a tentar perder líquidos, na verdade a água extra ajuda o corpo a diluir mais facilmente os elementos que deseja expulsar, o que terá o efeito benéfico de acelerar o fim do processo e subsequente recuperação.

Como o problema se dá com maior gravidade à noite, a hiperidrose pós-parto pode ser um incómodo apreciável para o nosso sono. Para atenuar os seus resultados mais difíceis de tolerar, pode cobrir-se o colchão com uma toalha mais absorvente de modo a captar a humidade, ou dormir em condições mais frescas, de modo a não incentivar a sudorese extra.

Para evitar assaduras nas zonas de maior suor, pode polvilhar algo tão simples quanto pó de talco para proteger a sua pele. Opte também por roupas de algodão mais frescas que não agravem o suor excessivo.

 

As mudanças do corpo durante a gravidez

A hiperidrose pós-parto é apenas uma das alterações normais que o nosso corpo sofre durante e após a gravidez. Além das já mencionadas varizes e estrias, estas são algumas alterações que não a devem alarmar.gravidez

Perda de cabelo: as mulheres grávidas perdem menos cabelo devido aos picos de hormonas, mas quando elas desaparecem, a queda de cabelo recomeça a um ritmo acelerado.

Escorrimento vaginal: um corrimento vaginal é normal nos dias a seguir ao parto, à medida que o corpo expulsa o que resta do revestimento uterino da gravidez. Como as infecções urinárias são frequentes, qualquer sensação de ardor deve ser monitorizada.

Obstipação: se sofreu de obstipação (prisão de ventre) durante a gravidez, é provável que os sintomas permaneçam pós-parto. Alimente-se de forma a facilitar os movimentos intestinais com fibras, sumos naturais e água.

Dores nas costas: as dores nas costas após a gravidez devem-se ao facto dos músculos abdominais necessitarem de tempo para recuperar a sua tonicidade. Entretanto, o corpo apoia-se excessivamente nos músculos lombares, causando dor.

Alterações cutâneas: eczemas na zona da boca podem ser frequentes, tal como pele seca. Pelo contrário, se sofreu de acne durante a gravidez, a pele mostrará melhoras claras.

Todas estas alterações deverão durar apenas algumas semanas a meses, antes do seu corpo voltar à sua normalidade. No entanto, o prolongamento no tempo destas alterações deve ser sempre reportado ao seu médico de família. 

Adopte as estratégias adequadas a minorar o incómodo da hiperidrose pós-parto e usufrua em pleno da sua maternidade. 

Mesoterapia: saiba o que é e para que serve

Se calhar já ouviu o termo mesoterapia ligado à medicina desportiva e ao tratamento de inflamações locais como a tendinite. Este tratamento consiste na administração subcutânea de medicamentos de forma a tratar o mais localmente possível o problema do paciente, garantindo dessa forma não só uma eficácia redobrada (pelas altas concentrações atingidas), com o minimizar dos efeitos adversos. O que se calhar não sabe é que a mesoterapia tem encontrado recentemente uma utilização e utilidades crescentes na medicina estética. Para quem tem receio de agulhas e intervenções invasivas, a mesoterapia sem agulha é uma alternativa muito eficaz e atraente.

Mesoterapia no tratamento da calvície.

mesoterapiatratamento da calvície é uma das utilizações de maior potencial da mesoterapia. Dita mesoterapia capilar, esta é uma forma de mesoterapia não-invasiva que consiste na administração local de uma molécula que impede a decomposição da testosterona em dihidrotestosterona (DHT), uma hormona com influência primária no ciclo de desenvolvimento e queda capilar. A aplicação local de compostos como o minoxidil, aminoácidos, vitaminas e anti radicais livres que estimulam os folículos capilares, permitirá então a inibição da estimulação continuada do folículo pela DHT e resultante miniaturização, ao mesmo tempo que fortalece os cabelos. As únicas contraindicações deste tratamento são para grávidas e indivíduos com alergia aos compostos administrados.

Mesoterapia facial.

Outra forma de mesoterapia é a mesoterapia facial, indicada para o combate do envelhecimento e fadiga cutâneos. Complexos vitamínicos, minerais, coenzimas e frequentemente o ácido hialurónico, aplicados em pequenas quantidades mas doses extremamente altas localmente, são os principais métodos da mesoterapia facial, cujo objectivo é estimular a produção de colagénio, dando ao tecido cutâneo maior elasticidade e tónus, reparando imperfeições e rugas.

Mesoterapia corporal.

A última forma de mesoterapia é a mesoterapia corporal, indicada para o emagrecimento através da drenagem das toxinas acumuladas. Estimulando a microcirculação e a drenagem linfática, a mesoterapia é uma terapia de grande eficácia na eliminação localizada de gorduras, emagrecimento, controlo da celulite e retenção de líquidos.

Onde saber mais sobre mesoterapia?

A mesoterapia é um conjunto de métodos de eficácia comprovada e incómodo mínimo para os pacientes, possuindo uma ampla gama de aplicações com benefícios estéticos mas igualmente de saúde. Todos os produtos e instrumentos utilizados na sua administração estão aprovados para utilização em seres humanos pelas autoridades competentes, garantindo uma utilização em segurança. No entanto, a eficácia de cada tratamento está dependente não só dos medicamentos administrados, mas igualmente da perícia e competência do médico responsável pela sua administração.

Por isso, se quiser saber mais sobre mesoterapia e qual a mesoterapia indicada para si, contacte-nos na Clínica Derme através dos números de telefone 213 714 116/7 ou do email geral@derme.pt e marque uma consulta.

Estamos ao seu serviço para o informar e aconselhar, considerando cada caso um caso, necessitando de tratamento e cuidados específicos.

Através dos nossos serviços de medicina dermatológica experientes e de qualidade, poderemos oferecer-lhe a melhor solução para o seu problema.

Nota: Este artigo foi originalmente publicado a 24 de Fevereiro de 2014. O seu conteúdo foi actualizado.

Novo Medicamento Disponível para Tratar o Herpes Labial

Existem métodos de tratamento do herpes labial de crescente sofisticação e eficácia, sendo o mais recente o inovador Sitavig, novidade pela facilidade de utilização: as tablets bucais são colocadas entre o lábio e a gengiva onde se dissolvem lentamente e garantem uma rápida absorção e um  combate eficaz ao episódio de herpes.

Este método de aplicação deu já provas em ensaios clínicos que indicam a sua capacidade para prevenir na totalidade um episódio, ou pelo menos encurtar-lhe a duração, por comparação aos métodos tradicionais de aplicação do aciclovir. No entanto existe um outro produto cujo potencial começa agora a ser estudado: o mel.

Possíveis efeitos do mel no herpes labial

O mel é produzido pelas abelhas para fins alimentares a partir do néctar de diversas flores. Com sabor a variar conforme a flor que fornece o néctar, o mel é há vários milénios apreciado pela humanidade como alimento e como tempero para diversas bebidas e receitas culinárias, mostrando enorme maleabilidade e adaptabilidade.Herpes Labial

Facto conhecido é que o mel parece exibir propriedades anti-bacterianas, podendo nas condições certas servir para a produção de peróxido de hidrogénio (água oxigenada) em contacto com a pele e os nossos fluídos corporais. O mel só consegue fazê-lo em condições específicas de pH de 5.5 a 8.0 e com o acréscimo de sódio, duas condições que se verificam na nossa pele através da segregação de suor.

A utilização de mel para combater infecções virais como a do herpes labial também tem sido relativamente bem investigada, com diversos estudos a concluírem que o mel parece ter uma acção anti-vírica. Mais recentemente, o The Epoch Times deu conta de um estudo onde as lesões do herpes labial foram estudadas em termos das suas reacções a mel ou ao tradicional aciclovir.

Efectivamente, o estudo remonta já a 2004 e foi levado a cabo pelo Professor Doutor Noori S. Al-Waili, que observou os efeitos benéficos do mel no combate a um conjunto diversificado agentes infecciosos, incluindo candida albicans (responsável pela candidíase) e staphylococcus aureus, responsável pelo impétigo, furúnculos, entre outras doenças. No caso do herpes labial, os pacientes tratados com mel reportaram resultados entre 28% e 43% melhores em relação ao grupo tratado com acyclovir, em termos de duração dos episódios, dor, formação de crostas e tempo de cura.

Este estudo certamente aumentou o interesse no mel como meio para curar o herpes labial e os estudos têm-se sucedido, mas quem deseja desde já começar a tentar esta cura deve levar em consideração que existem ainda profundos problemas para resolver. Embora o Dr. Al-Waili não tenha especificado que tipo de mel utilizou nos seus pacientes com herpes labial, o consenso é que o mel processado à venda em qualquer loja não é eficaz e pode ser de facto prejudicial. O único mel recomendado é portanto o mel em bruto, por processar, mas o tipo ideal de mel continua por identificar.

Qual o melhor tratamento para o herpes labial?

Gostaríamos de poder curar algo tão incómodo quanto o herpes labial com simples aplicações de mel. No entanto, apesar de indícios de acção anti-vírica, estes são ainda raras e carecem de confirmação cientificamente verificada.

Não podemos por isso recomendar aos nossos leitores que abdiquem da consulta a um médico dermatologista durante um episódio de herpes labial, ou de episódios recorrentes, com potencial extensão a áreas nobres (cf. olhos) colocando em risco a sua saúde, podendo agravar a infecção e obrigar a um tratamento mais complexo, moroso e custoso.

Tratado a tempo e logo de início, um episódio de herpes labial pode ser apenas um pequeno incómodo e desaparecer rapidamente, permitindo-nos voltar rapidamente a um estado normal, sem ardor ou comichão, nem o estigma das desagradáveis bolhas nos lábios.

Hoje existem várias opções ao tratamento tópico da herpes entre as quais os cremes à base de uma alga, a spirularina, com eficácia demonstrada.

Lembre-se que o herpes labial pode ser desencadeado por agressões à pele. Por isso, se tem propensão para o desenvolvimento de episódios de herpes labial, proteja e hidrate os seus lábios durante estes meses de calor, evitando queimaduras solares ou a desidratação que podem despoletar a reactivação dos vírus adormecidos no seu organismo.

Finalmente, não dispense a consulta a um médico dermatologista para descobrir quais os tratamentos mais eficazes contra o herpes labial.

Nota: Este artigo foi originalmente publicado a 16 de Setembro de 2014. O seu conteúdo foi actualizado.

Tem alergia ao sol? Há solução para este problema de pele!

Manchas na PeleParece mentira, mas há pessoas que contraem um problema de pele designado de alergia ao sol. Em termos médicos falamos de lucite estival benigna ou eritema polimorfo à luz.

Num país como Portugal não é fácil lidar com a situação. A quantidade de dias de sol que temos é superior à maioria europeia, o que não facilita a vida das pessoas que têm alergia ao sol.

Se procura tratamento para esta patologia dermatológica, agilize essa procura. Deverá resolver esta patologia o quanto antes, para evitar marcas permanentes na pele. E não falo somente enquanto médico, não é apenas o Dermatologista Dr. Miguel Trincheiras que o aconselha. Falo muito além do profissional da saúde porque independente dos factores médicos, sei que a alergia ao Sol afecta a auto-estima de quem dela sofre.

Alergia ao sol: O que é e como se manifesta?

O que você acha que é um escaldão após uma longa tarde de sol, pode não ser. Não tomou as precauções devidas e não respeitou os horários de exposição solar, mas não vou sublinhar o perigo desses comportamentos. O sol pode ser causador de muitas doenças de pele. E se sentir a pele sensível após uma pequena exposição solar, pode não ser apenas uma queimadura solar.

A alergia ao sol tem uma manifestação na pele muito semelhante às queimaduras solares. A sua pele fica com um aspecto avermelhado e sentir, frequentemente também, alguma comichão.

A alergia ao sol também se manifesta através de borbulhas avermelhadas nas mais diversas partes do corpo. Se esteve na praia, mesmo que pouco tempo, mas sente um desconforto na pele do rosto ou do peito, esteja atento!

Em que tipos de pele se manifesta mais frequentemente a alergia ao sol?

Pode manifestar-se em peles de todos os tipos, e em pessoas de qualquer idade. Mas devido à genética da pele, esta lesão da pele manifesta-se maioritariamente em pessoas de pele clara, com uma maior incidência no sexo feminino.

Em que partes do corpo se manifesta a alergia ao sol?

Após as primeiras idas à praia, notou que a sua pele tinha mudado de aspecto. Notou umas borbulhas avermelhadas nas mãos, peito e rosto? É assim que a alergia ao sol se manifesta. O principal sintoma desta lesão na pele é o aparecimento de borbulhas vermelhas nas zonas mais expostas à luz solar (áreas descobertas e, portanto, não protegidas).

Tenho alergia ao sol: Há tratamento para esta doença de pele?

A maioria das doenças de pele é controlada com contínua medicação. No caso da alergia ao sol, é possível regredir os sintomas com uma menor exposição e com o aumento da hidratação e da utilização de protectores solares com factores elevados.

Na minha clínica é muito comum receber pacientes que não sabem que têm alergia ao Sol e que acabam por desvalorizar uma patologia que pode lesionar profundamente o tecido.

Na população portuguesa há um grande número de pessoas com doenças de pele que desconhecem, e a alergia ao sol é uma delas. Se a exposição solar começa a tornar-se desconfortável, e se a sua pele manifesta alterações perante a exposição solar, certamente que necessita de ajuda médica.

O controlo desta patologia é relativamente fácil com a ingestão de algumas moléculas que tornam a pele mais tolerante e resistente à radiação solar.

Se necessita saber mais sobre tratamentos a lesões da pele, contacte a minha equipa e marque uma consulta através do 213 714 116 ou através do e-mail geral@derme.pt.

Nota: Este artigo foi originalmente publicado a 2 de Dezembro de 2013. O seu conteúdo foi actualizado.

Qual o preço de um tratamento de Mesoterapia?

body Muitos (des)contos existem para todo o tipo de tratamentos de estética e dermocosmética, e condições especiais para mesoterapia e outros tratamentos na promessa de emagrecer, perder volume ou retirar a celulite e aquela gordura localizada que a irrita. Mas tome precauções. Não acredite em tudo o que lhe vendem, nem se deixe levar por aparências. Informe-se bem antes de tomar uma decisão tão importante relacionada com a sua saúde. Os resultados da mesoterapia podem ser fantásticos na redução da gordura localizada, mas podem não ter os resultados esperados em tudo aquilo que se apregoa. O processo corresponde a micro-injecções, de 2 a 4 mm de profundidade, para uma aplicação reduzida de substâncias activas na região a tratar, conseguindo localmente altas concentrações das mesmas.

Quais os resultados da mesoterapia?

De acordo com a situação, o estado actual da utente, decide-se o programa necessário, não há programas padrão nem pacotes milagrosos de redução da celulite! Há sim, medidas eficazes para eliminar a gordura localizada, medidas ajustadas a cada pessoa e situação, e a mesoterapia pode ser uma delas. Depende do grau da celulite e da localização da gordura, da idade da utente e claro de todo o restante processo clínico necessário à correcta avaliação da situação. A realidade é que a aplicação da mesoterapia é ampla e pode ter resultados relativamente rápidos quando comparado com outras medidas, como o exercício físico ou a alimentação, pois a celulite é extremamente difícil de reduzir ou eliminar. Mas atenção que o exercício físico é de uma importância na manutenção do seu peso e silhueta. Não se acomode! Sugiro, contudo, o uso da mesoterapia com complemento na sua luta contra a celulite. A mesoterapia liberta endorfinas, desincha as células e, consequentemente, reduz drasticamente a celulite após algumas sessões. Os programas “fantásticos” de duas sessões não lhe trarão resultados imediatos. Quando este processo começa a dar resultados visíveis o bem-estar do paciente é óbvio. O tempo de recuperação da mesoterapia não costuma ser um problema pois não impossibilita o utente de realizar qualquer actividade ou tarefa normal do dia-a-dia. Pode sentir desconforto, talvez um pouco dorido, mas não mais que isso. De salientar também que poderá dele resultar o aparecimento de uma pequena equimose ou hematoma superficial, mas não mais que isso. Hoje em dia existem linhas de mesoterapia com certificação CE com variadas moléculas, todas elas miscíveis entre si, de forma a poder executar um programa terapêutico exactamente à medida de cada paciente.

Quais as desvantagens da mesoterapia?

imagem178No entanto, existem algumas situações cuja aplicação da mesoterapia com agulhas com objectivo estético é desaconselhada. Grávidas e recém-mães a amamentar são, por questões quase éticas, um público proibido de realizar este tipo de tratamento. Por outro lado, em indivíduos com tratamento anti-coagulante a decorrer também é desaconselhada a mesoterapia. Pelo facto de haver hipótese de provocar hematomas, a toma de anti-coagulantes influencia o tempo de recuperação, atrasando a absorção dos hematomas. As aplicações da mesoterapia são diversas, bastante versáteis e com taxas de sucesso elevado. Mais recentemente, revelou-se um sucesso noutro tipo de aplicação, mais em voga entre os indivíduos do sexo masculino: a mesoterapia capilar (para estimulação dos folículos do couro cabeludo) . Relativamente aos valores dos tratamentos, tudo irá depender do cada caso. A sua consulta de avaliação é fundamental para que seja avaliado e esclarecido dos métodos e objectivos. Desconfie dos anúncios de tratamentos com descontos fantásticos que cobram quantias fixas por um conjunto de sessões que decerto serão insuficientes na esperança que adquira mais. Seja qual for a aplicação que pretende ou o problema que quiser solucionar, aconselho vivamente que fale com o seu médico, ou com um profissional de confiança, para esclarecer todas as dúvidas que possam surgir e valores objectivos do tratamento indicado para si.

Na nosso site terá toda a informação disponível e as melhores sugestões para o seu caso em particular!

Nota: Este artigo foi originalmente publicado a 29 de Novembro de 2013.

Beleza: as novas tendências dos fios de bioestimulação

fios de bioestimulaçãoOs fios de bioestimulação e de sustentação, são a mais recente tendência no universo dos cuidados e dos tratamentos de beleza, que se encontra num processo de evolução e inovação os constantes.

Esta procura incessante por tratamentos inovadores, como são os fios de bioestimulação, deve-se à vontade de oferecer os melhores resultados possíveis, com um menor grau de intrusão e de efeitos secundários, a quem procura cuidar da sua aparência.

Esta técnica inovadora dos fios de bioestimulação chegou recentemente ao mercado, por isso ainda não é muito conhecido entre o público em geral e, por isso também, ainda não existe muita informação disponível sobre o mesmo, na internet ou em qualquer outro meio de comunicação.

Ainda assim, quem realiza este procedimento revela sinais claros de satisfação, na medida em que os seus resultados são visíveis imediatamente após a sessão e o seu período de duração pode chegar até aos dois anos.

Os que são os fios de bioestimulação (PDO) e de sustentação e como funcionam

O tratamento com fios de bioestimulação utiliza fios especiais, feitos de PDO (Polidioxanona), que são colocados na zona profunda da pele , com a ajuda de uma agulha fina, com o intuito de rejuvenescer, contrair e ter um efeito de lifting na pele. Este tratamento com fios de bioestimulação tem duas ações principais:

. Os fios provocam tensão na pele, o que provoca o efeito de lifting imediato;

. A substância da qual são feitos os fios em si, conforme vai sendo reabsorvida, estimula a produção de colagénio, elastina e de ácido hialurónico.

Estes tratamentos com fios de bioestimulação não são um tratamento cirúrgico, e por isso, minimamente invasivos. O tratamento não implica a realização de quaisquer cortes ou incisões na pele e cada fio é inserido através de uma pequena picada única. Os resultados serão visíveis de forma instantânea no final da sessão e continuarão a melhorar nos dias seguintes, em resultado da estimulação da produção do colagénio e do eslastano. Novas abordagens aproveitam o facto de a agulha de condução do fio estar colocada para administrar, ao mesmo tempo que esta é retirada, uma solução de ácido hialurónico e polivitaminas para uma maior estimulação imediata dos tecidos.

Através destes fios podemos, agora, tratar zonas de difícil abordagem com outros métodos (laser, peelings, etc.) como é o caso do pescoço, com resultados notáveis.

Como todos os tratamentos que envolvem a utilização de agulhas, também os fios de bioestimulação (PDO) podem ter ligeiros efeitos secundários associados. Devem ser assinalados os seguintes:

. Ligeira dor provocada pela inserção das agulhas (praticamente abolida pela colocação prévia de creme anestésico);
. Discreta vermelhidão na zona tratada, transitória de cerca de 12-24 horas;
. Edema ligeiro eventual zona tratada, também limitado a 1-2 dias.

No entanto, a manifestação e a duração destes sintomas varia de caso para caso e nem se verifica na maioria dos casos.

A diferença do tratamento com fios de bioestimulação para outros tratamentos que utilizam fios

Existem diversos tratamentos de beleza que recorrem a fios para promover, o já aqui descrito efeito de lifting. A diferença entre o tratamento aqui abordado para esses prende-se com o facto de ser minimamente invasivo. Muitos dos outros tratamentos exigem que sejam feitas várias incisões na pele, enquanto outros utilizam também pequenas barbelas, que servem para manter fixos os fios durante a sessão do tratamento.

Um dos fios mais usados actualmente é feito de ácido poliláctico, também absorvível, e que tem vários cones ao longo do fio em sentido contrário em cada lado deste para “ancorar” os tecidos e, assim, conseguir um efeito lifting imediato nas áreas críticas da face como a linha da mandíbula, os pómulos e a papada da mandíbula.

No que diz respeito aos custos associados ao tratamento com fios de bioestimulação, é de referir que estes são variáveis de caso para caso, consoante o tipo e o número de fios necessários para obter os resultados pretendidos.

Saiba mais sobre fios de estimulação, no website da Derme, em www.derme.pt

Acne: para além dos cremes ou comprimidos

gstock_src_36534acne é um problema muito comum que está presente na vida de mais de 80% da população mundial, em diferentes fases da vida, mas que é mais comum quando se verificam alterações hormonais significativas, como acontece durante a adolescência, durante a gravidez e até durante algumas fases do ciclo menstrual.

Ainda assim, apesar da acne estar presente na vida de todos nós, de forma direta ou indireta, continua a verificar-se um considerável desconhecimento acerca do problema, bem como dos seus possíveis tratamentos.

É assim essencial começar por esclarecer que a acne é um problema de pele, que se manifesta quando o canal por onde saem os folículos capilares (canal pilar) ficam obstruídos pela presença de gordura e células mortas.

Esta obstrução leva ao aprisionamento do sebo nas glândulas sebáceas (pontos brancos e negros, designados por comedões fechados e abertos respectivamente) e ao consequente desenvolvimento de processos inflamatórios que se materializam na formação de borbulhas, nódulos, etc..

Os locais onde é mais comum encontrar sinais de acne são os locais de maior tamanho das glândulas sebáceas:

. Rosto;
. Pescoço;
. Peito;
. Costas;
. Ombros.

Um dos fatores mais relevantes na acne prende-se com o facto de ser extremamente comum, e além de provocar problemas emocionais imediatos (devido à alteração da fisionomia e à auto-imagem da pessoa em questão), poder deixar cicatrizes residuais nas zonas afetadas, de difícil tratamento e para o resto da vida.

Como reagir perante um caso de acne

acne pode ter diferentes graus de severidade, desde a de tipo ligeiro até a um nível em que se verificam grandes alterações inflamatórias da área afetada. Ainda que, por norma a acne não exija obrigatoriamente ser tratada, procurar um especialista em problemas de pele é essencial para evitar o aparecimento de cicatrizes e de outras lesões na pele.

Para tratar a acne é comum recorrer à toma de comprimidos e à aplicação de cremes, como forma de reduzir a quantidade de produção de sebo na pele, à eliminação de bactérias e das células mortas. Estes produtos podem ser comprados de forma livre, em qualquer loja que tenha uma área de cosméticos ou de cuidados com a pele.

Quando a opção terapêutica revela não ter a eficácia desejada, existem também medicamentos tópicos e de toma oral sujeitos a prescrição médica que podem ser utilizados. Estes produtos têm uma maior eficácia que os produtos de venda livre, mas também acarretam potenciais efeitos secundários que importa conhecer e explicar ao paciente e que, quando bem seguidos e vigiados, são praticamente desprezíveis.

Os novos tratamentos para o acne

Atualmente já é possível recorrer a tratamentos inovadores para a acne, que têm demonstrado resultados muito satisfatórios. A acne tem praticamente sempre uma componente de retenção de sebo associada (o que a diferencia das formas inflamatórias da rosácea) e, como tal, a forma mais eficaz de a tratar é a desincrustação deste sebo retido através da abertura dos comedões com laser de CO2 em modo superpulsado seguido da remoção da camada superficial de células mortas da epiderme e dos respectivos rolhões de queratina através de um peeling superficial de ácido salicílico a 30%. Os resultados desta terapêutica são extremamente rápidos e muitos são os casos que resolvem num curto espaço de tempo após meses ou, mesmo, anos de tratamentos apenas com comprimidos e cremes.

Complementarmente, o laser pulsado de contraste (PDL), a luz intensa pulsada (IPL) ou mesmo a luz díodo (LED) são soluções complementares para o tratamento da acne em particular das formas inflamatórias.

Assim, hoje o tratamento do acne não tem que se limitar a cremes e à toma de comprimidos. Existem opções terapêuticas inovadoras à disposição de quem luta com este problema, que pode afetar qualquer um, em qualquer idade.

Conheça as terapêuticas adequadas ao tratamento do acne, através de Derme

download ebook_acne

Unhas dos pés: nem tudo é micose (onicomicose)…

Um dos mais frequentes motivos da procura de consulta em dermatologia é a alteração de cor, textura, espessura ou mesmo o descolamento das unhas dos pés e, muito em particular, das unhas dos dedos grandes dos 2 pés. Este fenómeno é transversal aos 2 sexos mas é bastante mais frequente em mulheres, sendo que esta mesma procura se pode dever a uma razão clínica (dor) ou mais frequentemente, a uma questão cosmética.

A habitual prescrição indiscriminada de antifúngicos deve parar

rugas - unhas dos pésÉ frequente, quando observamos pacientes em consulta de dermatologia, depararmo-nos com pessoas que acabam por buscar ajuda num especialista após ter passado por inúmeros conselhos de amigos, farmacêuticos e, inclusivamente, outros médicos não especialistas que por sistema interpretam as alterações ungueais como sendo uma micose e aconselham ou prescrevem antifúngicos.

A não resolução destas alterações ungueais ao longo de meses de terapêutica atestam bem que estas não se devem a um parasitismo fúngico e existem outras razões, a maior parte das vezes traumáticas, para a existência das mesmas, e que importa corrigir antes de tudo.

Uma unha traumatizada (sapato, corrida, golpe, etc.) cria uma zona privilegiada quer para a deformidade da mesma como para a secundária proliferação local de microorganismos (bactérias, fungos e leveduras).

É, então, fundamental evidenciar estes factores e corrigi-los de forma imediata e, caso seja necessário depois, fazer uma terapêutica específica ulterior (antibióticos, antifúngicos, etc.)

Todos reconhecemos as unhas dos dedos grandes dos pés quando encurvam demasiado, provocam dor e é necessário voltar a endireitá-las com recurso à aplicação de “braquets” à semelhança do que é feito com os dentes. Para tal, existem técnicas especiais das quais poderá beneficiar sempre que devidamente orientado.

Saiba que as unhas dos pés, caso sejam parasitadas por fungos, primaria- ou secundariamente, constituem uma reserva que poderá estar na origem de outras micoses à distância (tinha virilhas, pé-atleta, …) recorrentes e de difícil resolução.

Os pés e as suas unhas vivem em difíceis condições de traumatismo, sudação, calor, fricção, etc. Trate-os bem e use sempre calçado confortável e largo. Trate precocemente das alterações que surjam ao seu nível pois estas terão sempre tendência a agravar com o tempo se entrar numa espiral de desequilíbrio estático e dinâmico do pé. Por vezes é necessária a intervenção de várias especialidades para fazer a correcção global do pé (dermatologia, ortopedia, podologia,…)

Em situações cutâneas específicas, opte sempre por profissionais de saúde qualificados