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Saiba como combater eficazmente a rosácea

A rosácea, doença inflamatória caracterizada pela dilatação dos vasos sanguíneos à superfície da pele da face, é das condições cutâneas mais persistentes e de mais complexa compreensão. De facto, embora compreendamos o suficiente da rosácea para ser medicamente diagnosticada com total segurança, os mecanismos que regem a sua progressão são ainda algo misteriosos.rosácea

Os sintomas, esses, são bem conhecidos, levando a um número elevado de possibilidades de tratamento com vista à eliminação dos sintomas mais visíveis, nomeadamente a vermelhidão. Actualmente o desenvolvimento de novas soluções continua a ser intimamente estudado por cientistas um pouco por todo o mundo e os produtos de aplicação tópica vão surgindo com maior eficácia e facilidade de utilização.

Precisamente um dos fármacos mais recentes para o combate à rosácea foi aprovado apenas em Agosto de 2013. Trata-se da brimonidina

Como actua a brimonidina para o tratamento da rosácea?

A recente homologação da FDA recai sobre um medicamento chamado Mirvaso Gel, constituído por brimonidina. A sua acção parece ser constritora dos vasos sanguíneos, cujo estreitamento reduz a vermelhidão apreciavelmente, com efeitos que podem ser observados em tão somente 30 minutos, embora com o aproximar das horas, os efeitos vão desaparecendo.

Alguns dos primeiros resultados a atestar a eficácia deste princípio activo foram publicados exactamente há um ano no Journal of Drugs in Dermatology. A taxa de sucesso deste fármaco na melhoria do rubor facial provocado pela rosácea atinge os 82%, com 30% dos pacientes a declararem sentir efeitos importantes. Daqui se compreende a grande utilidade de manter o gel de brimonidina por perto, conferindo-nos uma capacidade acrescida para obter de modo quase imediato com uma simples aplicação tópica do gel de brimonidina. Existe por isso uma nova esperança para o tratamento da rosácea.

No entanto, o carácter passageiro deste tratamento indica que a terapia está a eliminar os sintomas mas não as causas inerentes ao surgimento da rosácea. Ao mesmo tempo, a brimonidina não é indicada para quem sofrer das formas inflamatórias da rosácea. Nestes casos, torna-se essencial tratar primeiro estes sintomas através de um conjunto de fármacos de aplicação tópica que incluem os retinóides, o metronidazol ou o ácido azelaico. Em última instância recorre-se ao laser para secar os vasos sanguíneos afectados, solução que parece ser actualmente a mais eficaz que possui no mundo da medicina. 

O mundo científico está em constante evolução, e é neste sentido que podemos esperar que descobertas novos fármacos de com elevada eficácia contra a rosácea continuem a surgir na imprensa especializada. No seu conjunto global, as soluções terapêuticas para quem sobre de rosácea configuram um quadro optimista e cheio de possibilidades que permitam recuperar em boa medida a qualidade de vida dos pacientes.

Para saber mais sobre quais os tratamentos disponíveis para a rosácea, contacte-nos pelo e-mail geral@derme.pt e deixe-nos as suas questões

Sal, Químicos e Cloro em Águas de Verão Pioram Psoríase

O Verão pode já ter terminado, mas o calor ainda convida ao usufruto do sol e quiçá de uma piscina ou da água do mar, mas se sofre de psoríase, lembre-se dos cuidados a ter para não agravar a sua situação.

A importância de manter uma pele saudável

psoríaseAo contrário do que o senso comum tende a veicular, a psoríase não é uma doença infecciosa ou contagiosa, mas uma condição auto-imune em que as as células da pele se desenvolvem a um ritmo acelerado, regenerando-se a uma velocidade que pode ser mais de cinco vezes superior à sua taxa de regeneração normal. 

Não sendo um fenómeno completamente compreendido, o fenómeno que leva ao desenvolvimento dos sintomas da psoríase passa por uma cascata inflamatória originada por diversos tipos de glóbulos brancos que migram para a epiderme e segregam sinais químicos inflamatórios que levam à proliferação exagerada das células da pele. As placas brancas tão características da psoríase são, por isso, acumulações de células mortas.

As causas desta doença, ou pelo menos os mecanismos pelos quais actuam, também carecem de estudo aprofundado, mas conhecem-se causas de origem medicamentosa, além das mais frequentes causas ligadas a estilos de vida. Neste sentido, a psoríase é altamente vulnerável a condições de stress, mas acima de tudo a agressões cutâneas, causadas pelo frio, calor, ou outros traumas mecânicos. A reacção inflamatória provocada por estas agressões cutâneas estão na origem do desencadeamento e/ou agravamento de lesões de psoríase locais, designado por fenómeno de Koebner.

Este fenómeno dá-se quando uma lesão numa pele saudável replica as lesões localizadas noutro local, e por isso se chama também de resposta isomórfica. Isto significa que se alguém que tem placas numa área do corpo causar algum ferimento noutra área, lesões psoriátricas semelhantes surgirão aí também.

É por isso que apesar de não ser possível eliminar completamente a psoríase, os indivíduos que dela padecem devem evitar situações stressantes e diversas formas de agressões à pele, para reduzirem a possibilidade de agravamento de um surto.

Como o lazer do Verão prejudica a psoríase

Quando não sofremos de qualquer doença dermatológica, somos ainda assim capazes de perceber como o sal da água do mar ou o cloro presente na água das piscinas nos seca e agride a pele. Para quem sofre de psoríase estes químicos podem ter uma acção ainda mais acentuada.

A doença é altamente vulnerável à desidratação da pele e outras agressões causadas por estes elementos químicos. Deste modo é crucial que antes de ir nadar aplique um hidratante/creme barreira para proteger a pele, e que após sair da água procure tomar um banho de modo a remover sal e cloro em excesso ou a sua presença poderá causar irritação da pele e exacerbar a psoríase pré-existente ou causar um surto. Com estas precauções tomadas, muitos indivíduos descobrem que o próprio banho ajuda a amolecer e a eliminar as zonas de escamas.

De seguida é importante que volte a aplicar um creme hidratante e protector solar para poder desfrutar do sol que o dia ainda lhe oferece. É sabido que a exposição a raios UVA e UVB pode ser benéfico para a maioria dos pacientes com psoríase, ajudando a atenuar os sintomas da doença. No entanto, se a exposição for excessiva, as queimaduras solares tornar-se-ão elas próprias uma fonte importante de problemas. Não se exponha demasiado, na esperança de obter resultados mais rápidos.

Em casos raros, a psoríase não só não é amenizada pela luz solar, como é agravada. Se notar que a sua condição se agrava com a exposição ao sol, evite-a e recorra a protectores solares com factor de protecção 30 ou superior.

Com o calor, evite utilizar roupas apertadas e demasiado quentes. Além de se sentir mais fresco, evita complicações causadas pela irritação cutânea que pode resultar do contacto da pele suada com as roupas apertadas.

Os pacientes com psoríase podem usufruir dos dias de calor com a mesma segurança que qualquer indivíduo. Tudo o que é necessário é que sigam estes curtos conselhos e tomem os cuidados específicos para quem sofre de psoríase. 

Saiba mais com a Derme

Advertências sobre o tratamento tópico da psoríase

O tratamento tópico da psoríase tem sido um dos pilares terapêuticos que permitem aos pacientes recuperar a sua qualidade de vida. Particularmente, os sabonetes e champôs de alcatrão de hulha encontram-se há diversos anos entre os produtos mais procurados, uma vez que apesar de não serem as opções mais eficazes, permitem minorar os sintomas mais incomodativos da psoríase, como o prurido e a inflamação. Outra grande vantagem é o facto de se tratarem de produtos de fácil aquisição, garantindo ao paciente alguma autonomia e proactividade na gestão da sua condição.psoríase

No entanto, recentemente os consumidores em Inglaterra aperceberam-se de uma grande escassez entre os principais champôs de alcatrão. Segundo um artigo no Daily Mail, os laboratórios produtores dos principais champôs ofereceram razões distintas para o desaparecimento dos seus produtos, nomeadamente a perda de fornecedores ou alterações no licenciamento. Em consequência, pacientes de psoríase passaram a recorrer a compras no estrangeiro por somas avultadas. 

Como médico dermatologista, esta é uma opção que não posso aconselhar. A aquisição de produtos químicos a partir do estrangeiro, sem vigilância médica ou garantias de qualidade é um perigo a levar em consideração. Por isso, se sofre de psoríase e deixou de encontrar o seu champô de alcatrão favorito, deve consultar-se primeiro com o seu médico dermatologista e procurar alternativas igualmente eficazes.

Que alternativas existem ao alcatrão no tratamento da psoríase?

Sem dúvida que o carvão mineral é um paradigma do tratamento de doenças descamativas da pele, incluindo dermatite seborreica, eczemas e psoríase. No entanto, as suas capacidades não são únicas e o mercado actual dispõe de uma ampla oferta de alternativas.

O tratamento da psoríase a nível tópico, é a primeira linha de defesa contra esta potencialmente perigosa doença autoimune. O calcipotriol, nome genérico de um derivado sintético da Vitamina D, é uma das terapêuticas mais difundidas, com efeitos secundários pouco graves, incluindo ardor, comichão e irritação, enquanto tem efeitos notórios na desaceleração da produção excessiva de queratinócitos que são os provocadores mais visíveis da formação demasiado acelerada de células da epiderme.

Outros químicos de utilidade comprovada são o ácido salicílico e o tazaroteno, mas a opção mais difundida é mesmo a aplicação tópica de corticosteróides, cuja acção é apreciavelmente rápida. Não admira por isso que uma das opções de tratamento mais recentes seja a combinação do calcipotriol com a betametasona, um corticosteróide. Disponível com vários nomes, esta combinação possui uma acção rápida e de efeitos razoavelmente duradouros, sem riscos acrescidos para a nossa saúde.

Mas as terapêuticas tópicas para a psoríase só são verdadeiramente úteis para os casos em que a patologia não é demasiado grave, nem ocupa uma superfície corporal demasiado extensa para tornar viável a aplicação de unguentos e pomadas. Nos casos de psoríase moderada a grave, devem ser procuradas alternativas terapêuticas de maior eficácia, incluindo a fototerapia, a ciclosporina, o metotrexato ou os fármacos biológicos, estes últimos altamente eficazes no controlo da psoríase mas reservados a casos particulares e extensos devido ao seu custo.

Se sofre de psoríase e procura o tratamento mais eficaz para si, contacte a Derme pelo email geral@derme.pt e exponha as suas questões. 

Tratamento de lesões vasculares da face com PDL

O tratamento de lesões vasculares da face com PDL é o procedimento mais eficaz ao serviço da dermatologia para o combate a patologias relacionadas com o desenvolvimento anómalo dos vasos sanguíneos na pele, nomeadamente a rosacea, telangiectasias, angiomas planos, rubi ou tuberosos, entre outras afecções.

Como o nome indica, o tratamento de lesões vasculares da face com PDL recorre ao laser pulsado de contraste (PDL), um tipo de laser em que a luz laser é emitida em pulsos de duração extremamente curta, tipicamente entre 0,5 e 40 milissegundos, com comprimento de onda entre 585 e 595nm. Embora existam vários tipos de laser capazes de tratar lesões vasculares, o PDL apresenta baixo risco e, como abrange áreas, por pulso, entre 3 e 12mm, é particularmente útil no tratamento de lesões de maiores dimensões.

Em anos recentes, este tipo de laser sofreu interessantes evoluções para benefício do paciente. Uma, a refrigeração dinâmica, consiste na aplicação de uma névoa refrigerante sobre a pele imediatamente antes da emissão de um pulso, o que permite a aplicação de níveis energéticos mais elevados, afectando mais rapidamente os vasos sanguíneos e por isso encurtando o número de tratamentos necessários, associado ao conforto da praticamente ausente sensação de queimadura, sem qualquer outra anestesia local.

Outra, o V-Beam da Candela, é particularmente útil no tratamento da couperose, já que incide sobre os vasos stratamento de lesões vasculares da face com PDLanguíneos da rosacea, mas também os mais diminutos, que são responsáveis pela vermelhidão característica, além de ter resultados positivos na redução das inflamações recorrentes associadas.

Como actua o laser pulsado de contraste?

O tratamento de lesões vasculares da face com PDL baseia-se na capacidade do laser para destruir os vasos sanguíneos. Esta destruição dá-se quando a luz laser emitida é absorvida por elementos específicos nos vasos sanguíneos (a hemoglobina oxigenada dos glóbulos vermelhos).

Como resultado, estes aquecem até coagularem. Neste estado, acabam por ser reabsorvidos pelo corpo, deixando a pele de novo livre de manchas e vermelhidão.

O tratamento de lesões vasculares da face com PDL é seguro?

O tratamento de lesões vasculares na face com PDL é talvez das técnicas mais seguras ao serviço da medicina estética. Os seus efeitos secundários são leves e de fácil resolução, desaparecendo em apenas alguns dias e incluem basicamente edema e, eventuais hematomas. A formação ocasional de pequenas crostas superficiais é rara e só acontece nalgumas raras circunstâncias em que é necessário utilizar parâmetros de elevada potência.

A segurança do PDL é suficiente para a sua utilização na eliminação de manchas faciais em crianças ser autorizada.

O laser pulsado causa dor?

Podemos responder que sim, mas é uma dor ligeira, geralmente muito bem tolerada, equivalente a um beliscão, e a maioria dos pacientes suporta-a sem qualquer recurso a analgésicos. Estes podem, de qualquer modo, ser administrados, variando conforme a zona afectada, desde os analgésicos de aplicação tópica e passando por cremes, até ao recurso a paracetamol e ibuprofeno. Logo após o tratamento, o desconforto desaparece de modo razoavelmente rápido.

Quanto tempo demora o tratamento de lesões vasculares na face com PDL?

O tempo de duração dos tratamentos com PDL está dependente da gravidade e extensão de cada caso, mas no caso da rosacea, resultados apreciáveis podem ser vistos em duas ou três sessões. A total eliminação das manchas vermelhas e vasos pode não ser possível para a maioria dos indivíduos, e a evolução do surgimento de resultados positivos tenderá a estabilizar. O seu médico saberá aconselhá-lo mais adequadamente neste aspecto.

Para saber mais sobre o tratamento de lesões vasculares na face com PDL, visite o website da Derme

Tratamento de varizes: a chegada dos robôs

Não há dúvida de que no combate às varizes, as novas tecnologias são cada vez mais importantes. O método mais tradicional de tratamento de varizes é a cirurgia, e podemos considerar que é possível levá-lo a cabo com meios bastante rudimentares, embora os avanços tecnológicos tenham vindo a auxiliar o cirurgião com segurança e precisão acrescidas.

Mais recentemente, o desenvolvimento de materiais esclerosantes e tecnologia laser vieram permitir a eliminação de varizes de forma não invasiva, com reduzido incómodo ou riscos. As modernas técnicas de diagnóstico, que incluem os ultrassons, permitem não só uma determinação mais correcta da origem das varizes (nomeadamente os pontos de refluxo venoso), como a mais adequada aplicação das diversas terapias. 

Apesar do grande leque de novas terapias e tecnologias que hoje permitem tratar as varizes de forma rápida e segura, é justo dizer que a evolução não parou e o futuro promete novas terapias e novos auxiliares.

A entrada em cena dos robôs

As intervenções para o tratamento de varizes são hoje processos altamente tecnológicos e refinados. Existem no entanto investigações em desenvolvimento que procuram oferecer ao cirurgião graus ainda mais elevados de automatização e precisão. varizes

Uma tal investigação é a desenvolvida pela Titan Medical Inc. para aprimorar o seu SPORT (Single Port Orifice Robotic Technology), em essência uma consola cirúrgica que concentra num único equipamento funcionalidades diversas.

Actualmente a empresa procura a homologação do equipamento para colecistectomia (remoção de vesícula biliar), mas o futuro ditará que outras aplicações este tipo de equipamentos poderá vir a ter, incluindo diversas terapias de varizes, ao concentrarem instrumentos cirúrgicos que permitam a ablação das veias ou emissores laser. 

As principais vantagens destes equipamentos são a possibilidade de proceder a cirurgias diversas com uma única consola, poupando-se os custos associados a equipas cirúrgicas maiores, equipamentos díspares e consequentes gabinetes de maiores dimensões.

Os actuais tratamentos contra as varizes

As varizes são dos problemas vasculares de mais fácil resolução, não havendo por isso qualquer justificação para a elevada percentagem de indivíduos afectados que ainda levam os sintomas até às últimas consequências. E estas são ulcerações, descolorações e espessamento cutâneo que além de desfigurarem os membros afectados, causam enorme desconforto e podem estar, inclusivamente, na origem de embolias pulmonares. 

Ironicamente não há de facto qualquer razão para deixar as varizes progredirem até este ponto. Mesmo antes do surgimento destas, a maioria dos pacientes já sente:

  • peso nas pernas
  • fadiga
  • pernas inchadas 
  • ardor ou sensação de calor

Perante estes sinais, devemos compreender que algo está errado com as nossas pernas e procurar um médico para um diagnóstico correcto. A sua presença pode ser indicativa do fenómeno de refluxo venoso que leva à acumulação de sangue nas veias das pernas, iniciando um processo que culminará no surgimento de varizes de dimensões cada vez maiores e de tratamento progressivamente mais complicado.

Se a intervenção é atempada, as varizes superficiais possuem dimensão reduzida e uma localização bem definida, o tratamento é simples e pouco oneroso, sendo a minha opção a utilização de esclerosantes ou o tratamento laser. No primeiro caso, utilizam-se substâncias esclerosantes como o polidocanol, que levam à oclusão da porção da veia afectada. No segundo caso, a energia do laser é convertida em calor, levando à coagulação e encerramento da veia, o que conduz à sua atrofia. Em consequência, o sangue passa a circular por vias colaterais “saudáveis”.

A grande desvantagem destes tratamentos é que a sua eficácia está indicada para as varizes de menor dimensão, pelo que a sua eficácia é máxima quando o problema se encontre na sua génese. Com o agravar da condição, o engrossamento e enfraquecimento das paredes venosas das pernas pode levar a que as suas válvulas fiquem irrevogavelmente comprometidas, sendo a única opção a cirurgia, actualmente um procedimento simples e seguro, mas bastante mais custoso para a recuperação do paciente que a escleroterapia. A precocidade é por isso essencial para a eliminação rápida e cómoda das varizes.

Se procura um tratamento precoce para as varizes, não hesite em nos contactar através do e-mail geral@derme.pt, ou de telefone 213 714 116/7

Múltiplas soluções para a rosácea couperose

A rosácea couperose é uma doença vascular inflamatória que muitos poderão tomar por uma mera questão estética. Efectivamente não o é: a rosácea causa desconforto físico considerável, com a quase totalidade dos afectados a queixarem-se de uma incomodativa sensação de calor, além de purido, ardor, sensação de pele seca e repuxada. Em conjunto com o impacto na auto-estima individual, estes sintomas podem tornar-se verdadeiramente incomodativos e o tratamento da rosácea é o único modo de devolver aos pacientes um quotidiano normal.

Que tipos de rosácea existem?

Embora a rosácea seja mais frequentemente associada à vermelhidão nas maçãs do rosto, existem na verdade 4 subtipos desta doença com características identificáveis: rosácea

Subtipo 1 – Rosácea Eritematotelangiectásica: o tipo mais comum de rosácea, caracterizado por vermelhidão no rosto com frequentes vasos sanguíneos visíveis à superfície. 

Subtipo 2 – Pápulo-pustulosa: a vermelhidão é acompanhada por pápulas (pontos vermelhos salientes) ou pústulas (com pus) que podem durar vários dias. O maior perigo deste subtipo é ser facilmente confundido com a acne e por isso tender para tratamentos errados quando auto-administrados.

Subtipo 3 – Infiltrativa-nodular: também chamado “fimatoso” por se caracterizar pelo surgimento de “fimas”, palavra de origem Grega que indica inchaços. O engrossar da pele e a formação de nódulos irregulares surge principalmente no nariz com telangiectasias frequentemente presentes.

Subtipo 4 – Ocular: Quando a patologia afecta olhos e pálpebras de forma preponderante, que revelam vermelhidão, irritação e secura, com sintomas de ardor e comichão omnipresentes e que pode mesmo conduzir à queratite com erosão da córnea e dor intensa.

Se julga possuir um destes tipos de rosácea, contacte-nos na Derme para um diagnóstico clínico correcto e um tratamento eficaz.

Porquê procurar tratamento para a rosácea?

Existem inúmeras respostas para esta questão. A primeira é que, se deixada por tratar, a rosácea pode desenvolver formas mais graves com inflamações agudas onde surgem pústulas, inchaços e inclusivamente deformações. O progresso da doença pode inclusivamente levar à deformação do nariz, um processo que se chama rinofima: o seu surgimento é causado pela hipertrofia das glândulas sebáceas do nariz, podendo obstruir as vias respiratórias ou restringir o nosso campo de visão.

Na sua forma ocular, os olhos ficam secos e vermelhos e com uma omnipresente sensação de irritação.

A segunda resposta é que o tratamento da rosácea é fácil e oferece aos seus pacientes múltiplas possibilidades de resolução. Porque a rosácea tem um cariz progressivo, o tratamento precoce é mais efectivo e rápido.

Que tratamentos existem para a rosácea?

A terapia da rosácea é na verdade um processo que pode passar pela combinação de diversas técnicas, de forma a eliminar a globalidade dos seus sintomas, mas porque se trata de uma doença crónica, todos os tratamentos são temporários e é essencial a aquisição de rotinas de controlo das origens dos seus surtos.

Isto passa pela consulta a um dermatologista para um correcto desenhar da história clínica do paciente, de forma a se descobrirem os factores desencadeantes ou agravantes de cada episódio de rosácea. Estes podem incluir a ingestão de álcool, alimentos condimentados, exposições solares ou stresse, sendo necessário prescrever rotinas comportamentais que minorem o surgimento dos sintomas.

Para travar a irritação, recorrem-se frequentemente a antibióticos e anti-inflamatórios tópicos, caso do ácido azelaico, metronidazol, eritromicina, enxofre ou peróxido de benzoílo para os casos com pústulas. 

No caso da existência de vasos sanguíneos dilatados, procede-se aos tratamentos laser. Embora existam diversas possibilidades, a Clínica Derme utiliza o laser pulsado de contraste Vbeam da Syneron/Candela, o tratamento laser mais adequado à terapia da rosácea, sendo considerado a terapêutica de eleição para este tipo de quadros clínicos.

Finalmente, no caso da rinofima, o laser de CO2 é utilizado para remover os tecidos extras e devolver ao nariz a sua forma e dimensões normais.

Não perca mais tempo e contacte a Clínica Derme para obter o melhor tratamento da rosácea numa clínica de referência no tratamento de lesões vasculares.

 

Qual o melhor tratamento para varizes para si?

O que são varizes?

A definição de varizes engloba de modo geral as veias inchadas e deformadas que surgem primordialmente nas pernas, incluindo ancas mas maioritariamente nas canelas, podendo igualmente surgir em torno da vagina e nádegas durante a gravidez, devido à pressão extra exercida pelo útero nas veias pélvicas.varizes

Para verificar se tem varizes, deve inspeccionar as suas pernas e estar atenta aos primeiros sinais de alerta que incluem veias salientes com sensação de ardor, e coloração que pode variar entre o azul, o vermelho e o tom da pele.

As varizes em forma de teia-de-aranha são igualmente comuns, mas possuem menor tamanho e uma característica forma que lembra teias-de-aranha. Em qualquer um dos casos, as dimensões das veias afectadas podem variar enormemente, pelo que deve procurar um dermatologista para tratamento de varizes precoces, aumentando as possibilidades de sucesso com intervenções mais simples. 

Qual é o melhor tratamento de varizes?

A resposta a esta pergunta está obrigatoriamente dependente do tipo de varizes de cada paciente, do seu grau de gravidade e factores de surgimento. Por isso, não há efectivamente o “melhor” tratamento de varizes, mas há certamente o melhor tratamento para si.

  • Meias elásticas: O modo menos invasivo de tratar varizes é com a prescrição de meias elásticas, as mais potentes das quais devem ser especificamente adequadas ao paciente. Em muitos casos, a pressão extra que exercem será suficiente para gerir o problema, mas não o resolverá a longo prazo, nem será adequado para as situações onde já estejam presentes alterações cutâneas, ulcerações ou hemorragias.
  • Laser Vascular: Nos casos onde as varizes são de pequenas dimensões, o tratamento por laser vascular pode ser particularmente eficaz, eliminando os vasos sanguíneos mais pequenos das varizes em teia-de-aranha, num tratamento fácil, que permite um regresso imediato à vida normal (“derrames” avermelhados).
  • Escleroterapia: Nos casos mais graves, recorre-se à escleroterapia, que consiste na injecção nas varizes de um composto esclerosante que levará ao engrossamento e secagem da veia. É uma intervenção fácil que não requer internamento, e permite a retoma da vida normal quase imediatamente. Em escassas semanas, a veia intervencionada estará seca e o inchaço desaparecerá. No entanto, dependendo da gravidade, podem ser necessárias intervenções extras. Para as varizes invisíveis à superfície, existe a eco-escleroterapia, uma forma da escleroterapia que usa ultrassons para conduzir a agulha que deposita o agente esclerosante. 
  • Radiofrequência/laser: Já no caso das varizes das veias safenas, é hoje em dia possível recorrer a tratamentos com radiofrequência/laser. Nesta técnica endovenosa, uma sonda é aplicada na veia através de um cateter, e tanto pode utilizar radiofrequência ou laser, resultando numa emissão de calor que encerra a veia. Trata-se de uma operação simples de anestesia local e sem necessidade de hospitalização.
  • Cirurgia: Finalmente, existe a cirurgia. Embora as técnicas modernas de laser e radiofrequência a tenham substituído em muitas instâncias, a cirurgia continua a ser de grande importância nos casos extremos, em que é necessário remover largas porções de veias afectadas. Nas suas formas mais complexas, as cirurgias podem implicar períodos de recuperação de várias semanas, enquanto que na flebectomia ambulatória, somente as porções intervencionadas são anestesiadas e o paciente pode retomar a sua vida normal um dia após a intervenção. Noutros casos a simples laqueação de alguns vasos perfurantes pode ser suficiente, através de pequenas incisões na pele sob anestesia local.

Não raramente, estes tratamentos podem ser combinados de forma a garantir resultados mais eficazes. De um modo geral, as veias e vasos sanguíneos mais perto das porções tratadas também atrofiarão no seguimento do tratamento, passando o fluxo de sangue para outras veias. Contudo, caso não sequem, tratamentos extra podem ser necessários por forma a evitar o reaparecimento da complicação.

Quando procurar um médico por causa das varizes?

Nos estágios iniciais do desenvolvimento de varizes, quando estas são pequenas e geralmente não têm sintomas notórios, não é estritamente necessário consultar o médico. Muitos pacientes de facto atrasam a consulta até os sintomas já estarem plenamente desenvolvidos e gerarem complicações. Esta é uma prática que desaconselho vivamente: as intervenções possíveis são de extrema segurança, e se possuir algum dos factores de risco para varizes, a sua condição poderá piorar até ser necessário um tratamento mais interventivo, complexo, moroso, e oneroso.

Se sofre de varizes, contacte a Derme para saber quais os tratamentos que temos disponíveis para si. Encontrar-nos-á ao seu dispor através do email geral@derme.pt ou do telefone 213 714 116. Diga-nos hoje como a podemos ajudar.