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Dr. Miguel Trincheiras

Foto MiguelLicenciado em Médecine, Chirurgie et Accouchements pela Universidade de Liège- Bélgica.

Especialista em Dermatologia e Venereologia pelos Hospitais Civis de Lisboa (H. Desterro) com o título de Assistente Graduado, tendo sido director do Serviço de Dermatologia do Hospital Reynaldo dos Santos até 2006.

Membro de várias sociedades nacionais e internacionais de Dermatologia e Dermocosmetologia.

Assistente e participante regular em diversas reuniões e congressos nacionais e internacionais de Dermatologia.

Júri de vários concursos de produtos de dermocosmetologia (Saber Viver, Happy).

Organizador Work-shop Clinique – Jan. 13 – Saldanha, Lisboa

Formador em materiais de preenchimento e peelings da sociedade DNA-Pharma.

Desenvolve actualmente a sua actividade assistencial no Centro Clínico e Cirúrgico nas Laranjeiras em Lisboa dedicando-se, em particular, à Dermatologia Cirúrgica, Lasers e Dermocosmetologia.


 

 

O Dr. Miguel Trincheiras responde a algumas perguntas sobre Dermatologia e Dermocosmetologia

É um dos mais reputados especialistas em dermatologia e dermocosmética do País e fez da pele humana a paixão de uma vida. O Dr. Miguel Trincheiras confessa-se agradado com os avanços tecnológicos e científicos nestas áreas da medicina e aposta na prevenção como forma preferencial de evitar as doenças de pele.

Num país onde o sol é rei, o especialista traça ainda o perfil dos comportamentos de risco dos portugueses e alerta para os perigos dos efeitos da exposição solar a longo prazo. «Cuidar da pele desde a adolescência é meio caminho andado para evitar os consultórios de dermatologia», alerta o médico.

1 – Porque decidiu optar pela dermatologia e dermocosmética?

A dermatologia é uma especialidade extremamente desafiadora e complexa, na medida em que, num órgão tão vasto como a pele, se reflectem um sem número de manifestações de patologia interna, para além da sua patologia intrínseca, tomando aspectos diferentes de pessoa para pessoa e dentro da mesma patologia.
Por outro lado, sendo o nosso órgão relacional por excelência, é a pele que regula uma boa parte das relações humanas e é através dela que tendemos a aproximar-nos ou afastar-nos das pessoas. É, por isso, intervindo sobre alguns aspectos cutâneos que nós conseguimos melhorar, não só este aspecto relacional como, em grande parte, a auto-estima individual. É este o campo da dermatologia cosmética e estética que, através de gestos nada ou pouco invasivos, consegue melhorar, corrigir e retardar a maior parte dos nossos sinais de envelhecimento cutâneo.

2 – A medicina tem conhecido uma enorme evolução tecnológica nos últimos anos, sobretudo no que se refere ao tratamento de doenças de pele. Que tipo de avanços isto tem permitido ao nível da dermatologia e da dermocosmética?

É verdade que, em termos de opções terapêuticas, a Dermatologia e a Dermocosmetologia são das áreas médicas que mais têm evoluído, muito pela questão da demanda neste campo bem como pelo melhor entendimento da fisiologia cutânea e de moléculas biologicamente muito activas, que permitem a criação de tratamentos altamente personalizados e específicos para cada caso individual.

3 – Quais as principais doenças de pele dos portugueses?

As patologias cutâneas mais prevalentes na sociedade portuguesa (que são bastante sobreponíveis às séries europeias) são a acne na adolescência, as dermatites eczematiformes, as alterações capilares (queda, calvície), a dermatite seborreica, os tumores cutâneos (benignos de tipo sinais ou queratoses ou malignos como as queratoses actínicas ou os carcinomas basocelulares), a rosácea e as doenças infecciosas cutâneas (verrugas, piodermites, micoses).

No campo da dermocosmetologia as alterações mais frequentemente encontradas são as rugas, as alterações pigmentares da pele e a flacidez cutânea, sem dúvida

4 – Pensa que é feito o suficiente para prevenir a população acerca dos perigos das doenças de pele e das formas de as prevenir?

Cada vez mais se aposta na prevenção do envelhecimento cutâneo e das patologias a ele associadas.

A defesa contra a radiação ultravioleta do espectro da luz solar é porventura o principal, porque, não só é o principal do “envelhecimento” cutâneo, como desencadeia ou agrava muitas das patologias cutâneas e, finalmente, é o principal factor de desenvolvimento de patologia tumoral na pele.

Um colega meu brasileiro, cirurgião plástico, de grande reputação, costuma dizer nas suas palestras que as pessoas que começarem a cuidar da sua pele desde a adolescência nunca irão necessitar de passar por um bloco operatório para qualquer acção de “rejuvenescimento” facial. Os pequenos gestos terapêuticos pouco ou nada invasivos realizados ao longo dos anos permitem a manutenção de uma aparência cutânea jovial, sem alterações abruptas das feições como sucede frequentemente com a cirurgia estética.

Este é o grande desafio, de fazer passar às pessoas a noção de que a pele não deve começar a ser tratada quando está flácida ou tem rugas mas previne-se, suaviza-se e atrasa-se o aparecimento destes sinais de envelhecimento cutâneo (facial ou corporal).

5 – Quais os comportamentos mais comuns que podem levar a problemas na pele?

Nitidamente aqueles que são largamente reconhecidos como nocivos para a saúde em geral dos quais destacaria por ordem de importância.

- a exposição solar
- o tabagismo
- o stress no seu conceito mais global
- a frequência de locais poluídos
- a alimentação desregrada e deficiente ingestão de água
- as alterações do sono e o pouco tempo de descanso

6 – Sendo um país soalheiro, Portugal é especialmente propício a doenças de pele derivadas do Sol? Porquê?

Porque, embora as pessoas estejam, de uma forma geral, muito mais alertadas para os efeitos nocivos da radiação solar, para além do “escaldão” que muitas delas sentem no imediato, os efeitos mais tardios, e que são os realmente perigosos, não prevalecem na mente das pessoas como uma ligação directa aos mesmos. Isto leva a que se perpetuem os gestos de exposição solar crónica nas horas do zénite solar (sol na vertical e menos absorvido pela camada de ozono) ao longo dos anos, porque o sol proporciona, na maioria dos casos, uma sensação de bem-estar pela libertação de mediadores neurogénicos que conferem este sentimento.

As pessoas que têm casos familiares ou próximos, por vezes dramáticos, destas experiências são, frequentemente, bastante mais conscientes e cautelosas neste aspecto.

Resumindo, ainda há bastante trabalho por fazer em termos de divulgação mas também é cada vez mais fácil manter uma aparência cutânea e fisionómica jovem com o recurso a inúmeras técnicas actualmente já disponíveis. E dizer que Portugal está, nesse campo, a par com o que de melhor se pratica no mundo.

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